. . Mania de Organizar e Viver Saudável: Março 2017

24/03/2017

Intercâmbio em Londres - um sonho possível

Londres - Tower of London
Cada "poppy", como são chamadas em inglês as papoulas vermelhas, representa um soldado britânico morto.

Fazer uma viagem de intercâmbio é o sonho de muitos jovens. Londres é um dos locais muito procurados para realizá-lo. Mas é preciso ter atitude e coragem para encarar o desafio que não é só financeiro. 

Os filhos crescem e não podemos viver suas vidas. Entendo que devemos dar amor e dar condições (dentro de nossas posses, é claro!) para que ao crescerem, escolham seus caminhos.

Quando minha filha nasceu, eu tinha 32 anos. Ela foi desejada e sua chegada foi planejada por mais de 6 anos. Sonhamos para ela um futuro de sucesso.
A gente sonha sonhos bons para nossos filhos. Nem sempre são sonhos grandes, mas normalmente, bons. Não os criamos para nós mesmos, mas para que tenham autonomia de vida. Desejamos também que façam boas escolhas sempre. Mas, o certo é não criar muitas expectativas, pois a vida é deles. Eles traçarão seus próprios caminhos. O que podemos fazer, é pedir a Deus que os guarde e dê sabedoria em suas escolhas.

Desde pequena, tentei, junto com meu marido, dar uma educação de autonomia. Ela brinca até hoje comigo, dizendo que eu nunca dava as respostas às perguntas que me fazia quando realizava as tarefas da escola. Minha ideia era de que ela deveria aprender por si mesma, buscar a resposta no conteúdo disponibilizado ou raciocinar a respeito do assunto. Como mediadora de aprendizagem, sempre respondia com outra pergunta (risos) e ela na maioria das vezes conseguia resolver. Queria que ela pensasse e não dar a resposta pronta. Minha área é Humanas e a do pai, Exatas, então quando se tratava de Matemática e Física, era com ele. Nunca exigimos que tirasse 10 em tudo e ela tirava nota máxima em poucas matérias. Como professora de Informática, cheguei a lidar com crianças cujos pais faziam suas tarefas. Nem sequer a letra disfarçavam. Isso cria dependência e pode gerar adultos inseguros. Devemos deixar nossos filhos crescerem em todos os âmbitos. 

Sou grata, porque ela foi sorteada com uma bolsa de estudos de Inglês para um semestre quando tinha 9 anos. Gostou muito e seu aproveitamento foi excelente. Resolvemos nos esforçar para que continuasse estudando, o que aconteceu por mais 7 anos. Fez um exame que lhe deu a proficiência, podendo lecionar. 

Uma coisa que sempre deixei claro para ela, é de que nada caía do céu e que tudo se consegue com trabalho e esforço. Dizia para ela que dinheiro não dava em árvore. Nunca incentivei o uso de roupas e calçados "de marca" porque queria que se adequasse ao que podíamos lhe proporcionar. Nunca vi isso como prioridade e hoje colho frutos disso em suas atitudes. Uma roupa ou calçado tem que ter qualidade e durabilidade razoável para serem usados, não para ostentar. Sinto gratidão por ter uma filha simples que não exige nada de nós, além do que podemos.

Quando tinha 7 anos, começamos a pagar mensalmente um pacote de Previdência Privada que seria resgatado quando ela completasse 17 anos. Fiz isso sob o conselho de uma amiga querida que trabalhava num banco. Conselho bom, porque me forçava mensalmente a guardar um valor pequeno que foi aumentando mês a mês. A intenção era usar esse dinheiro para realizar algum sonho dela.

Quando tinha 14 anos, fez uma viagem para o Sul do Brasil. Até já escrevi sobre a comemoração da formatura do 9º ano do Ensino Fundamental. Foi sua primeira viagem sem nossa presença. O diretor da escola foi junto com a turma. Ela passou mal e tive que monitorar sua saúde à distância. Coisas de mãe. Nessa época, ela já sonhava em sair do Brasil. Pensou em fazer o High School (Ensino Médio) nos Estados Unidos. Acabou não realizando esse sonho, porque o pai a achava imatura para permitir que ficasse tanto tempo fora. Não aconteceu.

Passou a sonhar então com a ideia de morar um tempo em Londres. A incentivei, mas o pai só observava e achou que deveria fazer uma pequena viagem no Brasil, para ver como seria. Então, sua primeira viagem de avião, sozinha, foi aos 16 anos para a casa de um tio em Belém/PA.
O sonho de morar em Londres foi sendo delineado aos poucos. Tirou o passaporte, fomos juntas a várias agências de intercâmbio de nossa cidade para pesquisar os preços. Ao mesmo tempo, muitas pesquisas foram feitas por ela, seguindo vários blogs e assistindo vários vídeos sobre Londres e intercâmbios. Mas, durante todo esse tempo, não dissemos nada a ela sobre a reserva que tínhamos. Ela não tinha nenhuma certeza de que seria possível até o momento em que fechei o contrato com a empresa. A única coisa que tivemos que comprar à parte, foram as passagens de ida e volta, porque o restante, a reserva cobriu.

Londres

Então finalmente, com 18 anos completos (ela preferiu assim), foi para a Inglaterra. Passou doze semanas em Londres, um sonho que foi sendo nutrido e desejado ansiosamente por ela. Foi um desafio que ela conseguiu enfrentar pela força de caráter e autonomia. 

Rio Tâmisa - Londres

Contei no Blog sobre o sonho de ir a Londres. Farei um post somente sobre o intercâmbio, tudo contado por ela mesma.

Meridiano de Greenwich em Londres

Contei a história toda, porque às vezes não achamos que é possível realizar um sonho como esse. Mas é possível sim, com planejamento, pesquisa e tranquilidade. Sem desespero e de preferência, sem se endividar. Basta ter paciência e não desistir diante das dificuldades.

Sou grata por termos conseguido realizar esse sonho, no tempo certo.



Este post participa da Blogagem Coletiva Semanal #52semanasdegratidão de Elaine Gaspareto, cujo objetivo é valorizar e compartilhar nossas pequenas e grandes alegrias... nossas vivências e aprendizados.



20/03/2017

Descanso e passeios em Londrina


Descanso é algo que procuramos ao longo da vida. Algumas vezes a rotina nos sufoca e necessitamos renovar nossas energias. Quem é dona de casa, sabe que se não sai de casa, o serviço não acaba nunca. A pia, parece que dá cria de três em três horas. Quando se quer comer comida de verdade no almoço e jantar e não só ficar tomando lanches, alguém tem que colocar a barriga no fogão. Não tem jeito! 

No período de Carnaval, resolvemos ficar alguns dias em Londrina, cidade onde nossa filha Letícia reside para estudar. Nos hospedamos em sua casa mesmo, porque é um apartamento com boas dimensões e muito bem localizado. Foram onze dias fora de casa e confesso que nos últimos dias, já estávamos com saudades da nossa própria casa, da cidade e da praia. Eu também estava sentindo falta da academia, apesar de termos caminhado bastante em volta do Lago Igapó que fica próximo à moradia.

Londrina

O descanso da rotina foi parcial, porque tive que preparar a comida na maior parte das vezes. Mas, pelo menos não tinha toda a responsabilidade da casa sobre mim. Descanso minha cabeça quando saímos assim, mas descanso de verdade, só quando nos hospedamos em um hotel.

No quesito passeios, além das caminhadas ao redor do lago (é um local muito bonito - veja foto acima), fomos a alguns shoppings. O Boulevard Londrina Shopping possui um Centro Cultural onde apreciamos uma exposição de quadros muito interessante - grafite sobre tela.

Boulevard Londrina Shopping
Decoração no banheiro do Shopping - Cabine telefônica - Exposição de grafite sobre tela

Fomos também a lojas de utilidades para o lar. Para mim, isso é passeio, porque amo esse tipo de loja, olho cada objeto exposto. Ainda bem que meu marido também gosta. Atualmente até tiramos fotos de alguns objetos porque servem de ideia de decoração ou otimização da nossa casa. 

Fomos à Le Roy Merlin que tem uma grande quantidade de objetos, ferramentas, móveis e utensílios domésticos. Essa loja, já conheço há um ano, desde que minha filha foi morar nessa cidade. Apesar de ter a loja também em São Paulo, por várias vezes estivemos perto há anos atrás, mas nunca paramos para explorar. Compramos uma estante tipo escada e um armário para a filhota organizar seus papéis que se acumularam ao longo do ano. Compramos também  almofadas, para ela e para nós, além de outros itens como arruelas e parafusos para acertos no apartamento.

Le Roy Merlin - Londrina

Le Roy Merlin - Londrina

Estivemos também na Tok&Stok, loja lindinha, toda arrumadinha, e eu amei! Faz tempo que quero conhecer essa loja, mas não tinha tido a oportunidade ainda. Acho até que havia uma aqui em Santos anos atrás, mas nunca estive lá. Comprei jogos americanos para minha casa.


Tok&Stok - Londrina
Suporte para livros modelo c/mãos (o porta-controle foi para mostrar)                  Porta-retrato O Pequeno Príncipe

Saímos também para jantar, numa lanchonete chamada Rolls. O local, serve rolinhos de vários sabores, tipo rolinho primavera que normalmente encontramos em restaurante chinês.


Rolls Londrina


Foram dias muito especiais, principalmente por fazermos companhia à nossa filha. Numa outra postagem, que deveria ter sido feita antes, contarei sobre o apartamento em que ela mora.
Até mais!


18/03/2017

Receita de Cogumelo Shimeji


Quando minha filha estava para completar 17 anos ainda cursava o último ano do Ensino Médio. Perguntei a ela o que queria que fizesse para comemorarmos seu aniversário e ela me disse: – quero um jantar oriental. Fiquei um pouco assustada com o pedido pois nem conhecia direito esse tipo de comida, mas aceitei o desafio. Confesso que a comida oriental nunca me atraiu muito, exceto o frango xadrez. Mas fui pesquisar o que poderia fazer e vi que o cardápio não precisava ser muito complicado. Foi a primeira vez que comi Shimeji, era o ano de 2013. Eu não conhecia e nem sabia preparar, mas minha filha pediu com carinho e eu me esforcei porque era um prato muito caro para comer fora de casa.


O cardápio ficou assim: Frango Xadrez, arroz Chop Suey, Yakisoba, Shimeji e rolinhos primavera de forno porque não faço frituras em casa. Recebemos alguns amigos dela, da escola e alguns familiares. Foi uma noite muito agradável e o jantar estava realmente delicioso.


Essa semana, passando em um supermercado, vi algumas bandejas de cogumelos Paris e Shimeji muito bonitas e o preço não estava exorbitante. Aqui em Santos, tem lugares difíceis de adquirir esse tipo de alimento porque o preço é nas alturas. O cogumelo Paris, já preparei algumas vezes e acho delicioso, mas fiquei com vontade de comer Shimeji.
Esse tipo de alimento está conquistando cada vez mais o mundo ocidental. Inicialmente muito comercializado na China, atualmente é produzido e consumido no mundo inteiro.
É considerado no Japão, o mais delicioso dos cogumelos. Rico em vitamina B1, com baixo índice calórico e alto valor nutricional, ele contém pouca gordura, muitas fibras e minerais, e elevado valor proteico. Ele nasce em penca, pode ter chapéu escuro ou branco-amarelado e mede mais ou menos 2cm de diâmetro com um talo de 4 a 5 cm. Seu tamanho permite o cultivo em propriedades rurais pequenas. Veja mais informações sobre o Shimeji.
Preparei e realmente ficou delicioso!

Ingredientes:
1 bandeja de Shimeji branco (200g)
2 cs de manteiga ou outra gordura
1 cs de açúcar
3 cs de shoyu
2 cs de cebolinha picada

Modo de preparo:
Soltar o Shimeji (fiz com a faca) e lavar. Derreter a manteiga e refogar. Acrescentar o açúcar e o shoyu, misturando bem. Tampar a panela e deixar por 5 minutos em fogo mínimo. Apagar o fogo e salpicar a cebolinha. Está pronto!

E você, gosta de comida oriental? Eu ainda quero aprender a preparar outros pratos em breve.


17/03/2017

O objeto mais "vintage" que possuo



Vintage significa algo clássico, antigo e de excelente qualidadeTrata-se de um estilo de vida que remete aos anos 1920, 1930, 1940, 1950 e 1960, e que se aplica em vestuários, calçados, mobiliários e peças decorativas.
As pin-ups dos anos 50 e 60 - perfil de mulher clássica e feminina, mas com ar retrô, sedutor e ingênuo ao mesmo tempo - é outro exemplo de moda vintage

Quando penso nessa época, lembro do filme Pleasantville - A Vida em Preto e Branco. Conta uma história passada nos anos 50. As roupas, carros e mobílias são vintage. Vale uma resenha aqui no Blog (vou tentar em breve). Amo esse filme, mas sou grata pela época em que vivo. A mulher era vista de uma forma diferente de hoje, não tinha liberdade para estudar, para fazer aquilo que gostasse e ser quem quisesse ser. Hoje temos mais "espaço".

Quem casa, quer casa, diz o dito popular. Esse é o padrão de procedimento quando você encontra a pessoa que considera poder viver a vida a dois. Infelizmente nem sempre os casais permanecem assim, mas acredito que as pessoas se casam pensando nisso.
Quando a gente casa, normalmente quer uma casa arrumadinha e no início ela é meio "clean". Compramos os móveis básicos necessários para habitar aquele novo lar e com o tempo, vão surgindo as ideias de decoração. Alguns presentes são ganhos pelo casal e passam a integrar o acervo decorativo da casa.

Quando me casei, ganhei um quadro pintado especialmente para nós. Esse quadro ficou conosco por muitos anos e hoje está na casa da minha mãe. Tenho vários objetos ainda que ganhei nessa época porque sou cuidadosa com as coisas. Muitas pessoas (principalmente nossos familiares) nos presentearam e sou grata por isso. Como dizem: não tenho tudo o que amo, mas amo tudo o que tenho. Tenho tudo de que preciso. Algumas vezes gostaria de ter coisas mais modernas, mas penso ser desnecessário gastar em algo que já possuo. 


Caixa de música

Existem também objetos que fazem parte de nossa história de vida ou familiar. Uma amiga possui uma máquina de escrever que foi de seu avô. Outra amiga, tem um relógio antigo que foi de seu pai. Já uma outra, possui um anel e uma panela que foram de sua mãe. Outra ainda, possui formas de bolo herdadas e um espelho enorme em seu quarto. E outra, tem uma lata porta-arroz que foi de sua avó. Ainda uma outra amiga, possui uma caixa de música que foi de seu avô (foto). Estou citando aqui, pessoas que já passaram dos 50 anos e algumas já não tem os pais vivos.

Aqui em casa, o objeto mais antigo, é uma fruteira de vidro (é pesada!) que minha mãe me deu quando casei. O detalhe é que ela ganhou essa fruteira de presente de casamento no ano de 1961. É bem vintage mesmo! Gosto desse objeto e cada vez que olho para ele, lembro de minha mãe.

Fruteira de vidro

E você, o que tem de mais antigo em sua casa? Conta nos comentários!


Este post participa da Blogagem Coletiva Semanal #52semanasdegratidão de Elaine Gaspareto, cujo objetivo é valorizar e compartilhar nossas pequenas e grandes alegrias... nossas vivências e aprendizados.






15/03/2017

Receita de Bolo de Banana com Aveia



Recebi pelo WhatsApp de uma amiga, aquela que preparou para mim o Bolo de Cenoura com Amêndoas, a receita de um Bolo de Banana com Aveia. Preparei hoje para o lanche da tarde. Preparei em menos de 10 minutos e ficou delicioso!
A vantagem desse bolo é que além de econômico (eu considerei assim), é muito saudável. Vai fruta fresca e seca (opcional), sendo desnecessário colocar açúcar porque as frutas adoçam. Não tem leite na receita e nem farinha de trigo. Portanto, serve para intolerantes à lactose e também intolerantes ao glúten (quem tem doença celíaca).
Esse é o tipo de receita que gosto de preparar: fácil, rápida e econômica.

A banana, que é um alimento funcional (citei na receita do Bolo de Maçã), é uma fruta que tem uma polpa macia e doce. Geralmente pode ser consumida crua, exceto alguns tipos como banana da terra, por exemplo. Quase todas as variedades de banana utilizadas na alimentação humana não têm sementes. São levemente radioativas pelo elevado teor de potássio.

Quando ainda não está madura, pode ser utilizada para preparar Biomassa, que é um espessante feito com a polpa cozida e processada. Esta simples preparação é capaz de melhorar a imunidade, contribuir para o desenvolvimento da microbiota intestinal, reduzir o risco de câncer de intestino, controlar os níveis de colesterol, prevenir o diabetes e evitar o acúmulo de gordura abdominal. Saiba mais sobre a Biomassa de Banana Verde.
Mas, quando está madura, possui ótimas propriedades. Segundo uma pesquisa de um grupo de universidades japonesas, a banana completamente madura, com a casca enegrecida, ou com manchas muito escuras sobre uma casca de tom amarelo intenso, faz com que grupos de células defensoras do sistema imunológico sejam ativadas, essas células são chamadas de neutrófilos e macrófagos, responsáveis pela criação de uma substância chamada TNF alfa, essencial para combater ao câncer. Conheça as propriedades da banana madura.

Uma curiosidade sobre a banana é que grandes carregamentos da fruta em navios podem ser suficientes para disparar detectores ou sensores de radiação em determinadas circunstâncias. Eu nunca imaginei que algo assim pudesse acontecer. Encontrei essa informação na internet. Será que é mesmo verdade? Não tenho certeza.  Vamos à receita!

Ingredientes:
3 ovos
4 bananas nanicas (maduras)
2 xícaras de aveia
1/3 de xícara de óleo
2 colheres de sobremesa de fermento em pó químico
Uvas passas (opcional)

Bater bem no liquidificador: os ovos, o óleo e as bananas.
Numa tigela, colocar a aveia, juntar a mistura batida e mexer bem. Acrescentar o fermento e misturar delicadamente. Juntar as passas.
Se preferir, embora não tenha na receita, pode adoçar, porque esse bolo fica quase sem doce.

Untar a forma ou tabuleiro com manteiga, açúcar e canela em pó.
Assar em forno pré-aquecido por 40 minutos aproximadamente (pode ser um pouco menos, depende do forno). Fazer o teste do palito. Desenformar morno e se quiser, polvilhar açúcar e canela.


Espero que você prepare e depois conte se gostou do resultado. Aqui em casa já tinha formiga de olho antes do horário do lanche. Até mais!

14/03/2017

Organizando os armários - roupas


Quando mudam as estações do ano, deixamos de usar algumas peças específicas. As roupas pesadas de inverno, por exemplo, só utilizamos nessa época. Guardar as roupas da estação que terminou e deixar as demais mais acessíveis, facilita a rotina e desobstrui o armário. Eu, até anos atrás agia assim, mas o clima nos últimos anos anda muito louco. Às vezes estamos em novembro e o edredom e/ou manta ainda estão do lado de fora. Mesmo assim, nem tudo precisa ficar exposto o ano inteiro. Outra coisa que pode acontecer é quando se usa uniforme para trabalhar (sem logotipos, é claro!), poder utilizar depois as mesmas roupas numa outra atividade. Guardar essas roupas pode evitar novos gastos. Mas, e o volume que fica quando guardamos essas roupas? É enorme, ocupando um espaço considerável nos armários.

Recentemente precisei esvaziar um pouco a parte do armário de roupas do meu marido. As tarefas atuais não exigem que ele trabalhe de camisa social como era exigido até outubro do ano passado. Ele tem muitas camisas e estão sem uso desde o final de outubro. Uma das coisas que me propus fazer seria separar algumas para doar e outras para guardar. Isso liberaria vários cabides e sobraria espaço no armário.
Quem já comprou café embalado  a vácuo, sabe que fica dentro de um saco durinho. O ar é tirado, vira um bloco e ocupa menos espaço. É possível fazer isso também com as roupas, mantas, edredons...




A um tempo atrás, conheci os sacos plásticos Vac Bag da *Ordene (comercializado em seis tamanhos). Você guarda as roupas até um limite determinado no saco e depois tira o ar.
Alguns desses sacos vem com uma bomba, mas sinceramente, elas são fracas e não vale a pena pagar mais por isso. Se você utilizar o aspirador de pó, além de pagar somente pelo saco, consegue realizar a tarefa em alguns segundos. Fiz um vídeo demonstrando como usar o Vac Bag (veja no final dessa postagem).

Dentro do saco da esquerda, guardei 15 camisas.

A válvula permite que o processo de fechamento seja prático e rápido, pois a tecnologia adotada pela Ordene não deixa que o ar escape. Comprei vários desses sacos para minha família, porque ajuda muito na economia de espaço nos armários.

Válvula


video

Penso que a tecnologia deve sempre ser usada a nosso favor. Uma vez ouvi de uma colega de trabalho, que até uma colher é considerada tecnologia, porque veio para facilitar a nossa vida.



12/03/2017

A força da amizade vence as diferenças.


Gosto muito de conversar com minhas amigas. Quando estamos juntas, o clima é de leveza, tranquilidade. Talvez em outras épocas, até tenha sido diferente, mas hoje é assim. Conforme o tempo passa e vamos amadurecendo, vamos nos desarmando, porque não temos que provar nada para ninguém. Não competimos umas com as outras. Só nos queremos bem, simples assim.
Quem passou por nossa vida e foi embora é porque não era mesmo para permanecer. Mas, quem ficou, é porque conquistou espaço em nossos corações e vidas. E ao lado dessas pessoas, podemos ser felizes.

Antes de ontem fui caminhar na praia com minha melhor amiga. Fazia tempo que não ficávamos a sós para conversar e aproveitamos para colocar as conversas em dia. Caminhamos, conversamos, nos sentamos, conversamos, caminhamos mais um pouco, conversamos... Se fosse possível, passaríamos muito mais tempo, além das duas horas e meia que conseguimos só para nós. Isso nos faz um bem danado. 

Já na tarde de ontem, encontrei outras três amigas na casa de uma delas. Foi uma tarde de lazer na piscina, conversa, muita risada, conversa, comilança, conversa... Já perceberam o quanto gosto de conversar? Claro, isso é uma terapia para todas nós. Falamos de nós, falamos de banalidades, falamos da nossa rotina, falamos do passado (essas amigas são aquelas que andavam comigo de bicicleta), falamos do presente, falamos dos planos para o futuro, falamos dos filhos, falamos dos maridos... É muito assunto, mas não falamos mal de ninguém, porque a vida dos outros não nos interessa, só a nossa mesmo.

Participamos das cerimônias de casamento umas das outras e acompanhamos o nascimento dos filhos. Fomos às festas de aniversário dos filhotes umas das outras também. Já fomos em velórios para nos consolar quando perdemos entes queridos. 
Tenho outras amigas além dessas que citei e são igualmente importantes. Me sinto uma privilegiada por tê-las em minha vida. 

A(o)s amiga(o)s estão presentes nas horas de alegria e nas horas difíceis também. É para isso que servem, rir e vibrar conosco nas vitórias e nos amparar quando precisamos.

Esse poema abaixo, retrata bem esse relacionamento que pode-se ter com amiga(o)s:

"A força da nossa amizade vence todas as diferenças...
Aliás... para que diferenças se somos amigos?
Quando erramos... nos perdoamos e esquecemos
Se temos defeitos... não nos importamos...
Trocamos segredos... 
e respeitamos as divergências...
Nas horas incertas, sempre chegamos no momento certo...
Nos amparamos...nos defendemos...
sem pedir...
fazemos porque nos sentimos felizes em fazer...
Nos reverenciamos... adoramos... idolatramos... apreciamos... admiramos.
Nos mostramos amigos de verdade,
quando dizemos o que temos a dizer...
Nos aceitamos, sem querer mudanças...
Estamos sempre presentes,
não só nos momentos de alegria,
compartilhando prazeres,
mas principalmente nos momentos mais difíceis..."
Autor desconhecido


“Existe amigo mais apegado que um irmão.” - Provérbio de Salomão

09/03/2017

Escrevendo uma Carta de Amor para meu pai


Recebi o desafio de escrever uma carta de amor para meu pai, que já se foi. Pensei nele, e coincidentemente, dia 10 de março, seria seu aniversário. Estaria completando 80 anos de idade. Infelizmente, só viveu até os 54 anos e morreu por insuficiência renal crônica.
É só a simulação de como seria uma carta para ele, se fosse possível que ele a lesse.

Meu pai
1937 - 1991

Oi pai,

Sinto muito sua falta. Gostaria de ter tido sua companhia nos últimos 25 anos. Resolvi então lhe escrever essa carta. Sabe pai, tanta coisa aconteceu...
Uma pena não ter conhecido minha filha, sua neta. Sei que ela curtiria muito você como avô. Lembro do carinho que teve com a primeira e única neta que conheceu. Aliás, ela se casou recentemente. A segunda neta, que estava na barriga da mãe quando você se foi, também já casou. Hoje alguns de seus netos estão graduados, pós-graduados e outros estão a caminho. Seriam motivo de orgulho para o avô. Você teve no total, 9 netos: 5 meninas e 4 meninos.
Você se foi em um período que eu estava começando a ter uma nova vida, estava recém-casada. Não me esqueço do quanto tremia ao adentrar a igreja comigo e eu tentava te acalmar. Fui a única de minhas irmãs a ter esse privilégio, ter você me levando ao altar. Estava muito nervoso e emocionado. Sei o quanto meu casamento te deixou feliz, porque sei que amou meu marido desde o primeiro momento. Se tornou seu amigo rapidamente. O sentimento de amor da parte dele, foi recíproco.

Quando tinha 8 anos de idade, soube que você estava doente. Vocês tinham comprado um terreno com uma casinha nos fundos. O sonho era construir uma casa na frente, onde criariam seus filhos, que na época já somavam quatro. Por não conseguir continuar trabalhando no emprego que permitiria a realização desse sonho, teve que devolver o terreno e a casa. Que tristeza! Voltamos a morar de aluguel e o sonho nunca se realizou.
Você tinha na época, somente 34 anos. Seu estado de saúde só piorou ao longo dos anos seguintes, mas nunca, mesmo doente, deixou de trabalhar para termos onde morar.
A insuficiência renal crônica que teve, lhe rendeu três cirurgias para remover pedras de um único rim que funcionava. Até hoje me pergunto: qual a probabilidade de alguém ter um rim mirrado (encolhido) e no outro um problema tão sério de disfunção? Mas, você teve, infelizmente. Se o problema surgisse hoje, talvez você tivesse um tratamento adequado.
Lembro-me dos últimos anos de sofrimento, fazendo hemodiálise duas vezes por semana. Você ia sozinho ao hospital, porque estávamos trabalhando e/ou estudando. Muitas vezes passou mal e chegava em casa quase transparente, sem cor, semimorto. Era triste ver seu sofrimento. Infelizmente o transplante de rim não aconteceu a tempo e Deus achou que era a hora de te levar.

Gostaria de te agradecer. Foi você quem me estimulou sempre a estudar para nunca ter que passar dificuldades como havíamos passado em casa. Se precisasse trabalhar, eu teria uma formação. Comprava nosso material escolar com seu décimo terceiro e deixava só os livros para depois. Era uma preocupação sua que estudássemos. Tinha isso como prioridade.
 Nunca nada nos faltou, porque sei que Deus cuidou de nós e outras pessoas também ajudaram. Mas, não posso tirar o seu mérito quanto ao esforço que sempre fez para sustentar nossa família. Deixou um bom exemplo para nós como filhos. Sempre foi batalhador e trabalhador. 
Lembro nos finais de ano, das caixas de guaraná que comprava (tinha uma coleção de garrafas retornáveis) e da caixa de uva que nunca faltava. As coxinhas enormes, não podiam faltar também e era assim a nossa festa. Como crianças, nos satisfazíamos nessa simplicidade.
No dia a dia, gostava de comer a comida sempre com farinha. Se não tinha na hora do almoço ou jantar, pedia para alguém ir comprar. 
Minha gratidão a Deus por ter tido um pai tão esforçado e responsável. Nunca fugiu à luta até o final de sua vida.

Sei de sua história de vida, o quanto sofreu desde pequeno. Perdeu o pai aos 9 anos e teve que conviver com um padrasto violento. Perdeu junto com seus dois irmãos, a herança deixada pelo pai, por causa dessa pessoa sem escrúpulos e que também era viciada em jogos. Sei que não era uma pessoa amorosa, porque nunca recebeu amor. Hoje até entendo esse lado de sua personalidade.
Admiro a flexibilidade que tinha em relação ao trabalho. Você foi motorista de caminhão, bancário, garçom, pintor de paredes, pipoqueiro, fotógrafo, vendedor ambulante, etc. Sempre encontrava algo para fazer mesmo doente. 

Lembro que sempre gostou de música e instrumentos. Havia cantado no coral da igreja uma certa época. Nós, os filhos, acho que os sete, herdamos sua veia musical, mas somente na voz. Admirava a facilidade com que conseguia tocar instrumentos que lhe chegavam às mãos. Lembro da gaita, do acordeom e do violão. Acho que chegou a tocar instrumento de sopro também. Sua veia musical em relação aos instrumentos, a maioria de nós não herdou. Até aprendi um pouco de piano na adolescência e você me incentivava, mas não fui em frente. Somente um de nós toca violão e não sou eu porque nunca me interessei.
Ah, e a Matemática? Era admirável! Apesar de ter estudado pouco, sabia fazer cálculos de cabeça como ninguém. Não precisava de calculadora. Até aprendi um pouco esses cálculos de cabeça, mas nunca o superei.

Bem, vou ficando por aqui. Gostaria que estivesse aqui para comemorarmos essa data. Você se foi e deve estar muito bem. Infelizmente, não poderei dizer pessoalmente o quanto te amei e amo as lembranças que deixou. Nem todos têm esse privilégio, de ter um pai-herói, como eu tive.
Te amei como filha, mas acho que quase não te falei isso. Um dia nos encontraremos e quero te abraçar muito. Me aguarde! Não sei se demoro, porque ninguém sabe o dia de amanhã.
Ah, esqueci de te contar que a mãe continua por aqui. Bem, você deve saber, porque ela ainda não te encontrou.
Beijos. Fica com Deus!


Com muito amor, de sua filha, Raquel.


“Vós não tendes o poder de saber o que acontecerá no dia de amanhã.
Que é a vossa vida? Sois, simplesmente, como a neblina
que aparece por algum tempo e logo se dissipa.”
Bíblia Sagrada



Este post participa da Blogagem Coletiva Semanal #52semanasdegratidão de Elaine Gaspareto, cujo objetivo é valorizar e compartilhar nossas pequenas e grandes alegrias... nossas vivências e aprendizados.