. . Mania de Organizar e Viver Saudável: Outubro 2016

12/10/2016

Eu era feliz, e sabia!

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Que sejamos sempre crianças, leves.





Por ser hoje o Dia das Crianças, vou escrever um pouco sobre minha infância e também sobre meu relacionamento com crianças em minha profissão.
Apesar de ter vivido uma infância bem humilde, nunca faltou nada do essencial para mim e meus irmãos. Deus nunca nos desamparou e sempre tivemos onde morar e o que comer. Meu pai era uma pessoa doente (tinha insuficiência renal), mas mesmo sofrendo nunca deixou de trabalhar para nos sustentar.
Tive uma infância feliz! Amava ir à escola, gostava de estudar e alguns anos cheguei a ganhar prêmios como a primeira da classe (no início dos anos 70, tinha isso). Quando estava na 4ª série, fiz um trabalho sob a orientação de minha professora e por ter sido escolhido como o melhor (pena que não me recordo do assunto), ganhei uma viagem numa barca que fazia um passeio turístico aqui em Santos. Fomos ao passeio, eu, minha irmã e meu pai e foi muito legal! Tínhamos uma foto, mas se perdeu com o tempo.
Engraçado que a primeira lembrança de "brincar" que tenho, é com a minha mãe brincando de casinha comigo. Brincava também com meus irmãos de escolinha desde pequena e amava. Acho que já corria em minhas veias o desejo de ser professora, tanto que aos 9 anos tive meu primeiro aluno para ensinar Matemática. Ele era filho de uma amiga da minha mãe, Ricardo, e devia ter uns 7 anos. Estava com dificuldades e eu ajudei.
Nunca gostei de brincadeiras que pudessem me machucar e tomava um cuidado danado pra evitar isso. Mas o que realmente gostava de fazer, era ler. Os livros me fascinavam e fico feliz que minha filha tenha herdado isso de mim. Adora um livro, muitas vezes deixou de sair de casa para ficar lendo e até o cheiro dos livros a fascina. Tem uma coleção enorme. Eu não tinha coleção alguma, mas quando ia à casa de minha vó, por não ter primas da minha idade para brincar, me dirigia direto às coleções dela. Lembro que o primeiro livro que li se chamava "A Irmã do Simplício" - nem lembro mais da história, procurei na Internet, mas ainda não tive acesso. Uma observação importante é que aos 5 anos, meu irmão mais velho ia à escola (já tinha 6 anos), estava aprendendo a ler e eu chorava querendo aprender também. Então minha mãe me alfabetizou e eu entrei na escola sabendo ler e escrever. A mesma coisa aconteceu com a minha filha que aos 3 anos chorava porque não sabia ler e as primas (mais velhas que ela, claro!) já sabiam. Lembro bem da cena: "- Eu não sei ler!" e chorava. rsrs Quando ela era bebê, compramos livrinhos de banheira e ela se deliciava com eles. Líamos para ela. Depois, adquiri um livro que ela apertava a letra e ouvia o som da mesma. Comprei também a Bíblia das Meninas e lia para ela uma historinha todas as noites. Com 4 anos ela já conhecia todas as letras e montava as sílabas, mas faltava o clique de uni-las. Aos 5 anos (no dia 2 de abril de 2002), ela estava na Pré-Escola e sua professora a pegou lendo o jornal. Hoje acaba tendo que ler muita coisa por causa dos estudos e fica até cansada. Ainda bem que aproveitou bem o tempo livre que tinha para ler o que gostava e nunca deixamos de investir na aquisição de livros.

Recentemente encontrei uma amiga com quem trabalhei durante quase oito anos numa escola. Na época, ela era minha diretora e eu amava o meu trabalho como professora de Informática. Dava aulas para crianças de 4 a 10 anos e me divertia muito com eles. Infelizmente, a escola fechou as portas no ano de 2009 e eu, como os demais colegas, fiquei muito triste. Esse foi o motivo pelo qual criei esse blog, para fazer algo que não me deixasse no vazio em relação ao tempo, à experiência de transmitir conhecimento e continuar sendo útil de alguma forma. Naquele encontro, ela me disse "- Eu era feliz e não sabia!", ao que respondi imediatamente: "- Ah, eu sabia sim!". Rimos um pouco sobre isso e lembramos daquela época. Como fui feliz durante esse período! Lembro-me dos meus alunos e dos colegas de trabalho com muito carinho.

Lembranças boas!

Esse período me traz tantas lembranças boas! Eu não era chamada de tia, pois era regra da escola os alunos chamarem as professoras de "professoras". E os alunos dessa escola era muito educados, nos respeitavam como professores. Que saudades! Eles amavam essa aula! Era uma festa porque eram utilizados softwares pedagógicos, joguinhos com desafios e aprendiam o básico da Informática também. Sei que levaram isso para a vida. Ficavam eufóricos quando os pegava para irem à sala de aula.
Fui muito feliz durante quase oito anos em que tive o prazer de conviver com crianças bem de perto.

Criança traz alegria, é sincera em tudo que diz, é feliz independentemente do pouco ou do muito que tenha. Na verdade, é o estado mais puro do ser humano. Que sejamos sempre como crianças, puros.


Quel

08/10/2016

Paixão



Descobri que sou uma apaixonada inveterada (diz-se de quem tem determinado hábito, vício ou comportamento inveterado (leitora inveterada; bêbado inveterado)). Uma das definições de paixão, é que ela é um "sentimento, gosto ou amor intensos a ponto de ofuscar a razão".         
Sou apaixonada! Apaixonada por Deus, pela minha família, por minhas amigas e amigos, pela natureza, por aprender algo novo, por artesanato, por comida, por atividade física, por sorrisos, por locais, por pessoas, por causas, enfim, pela vida!
De vez em quando me apaixono novamente. Aliás, de vez em sempre! Costumo dizer que sou intensa naquilo que faço, e isso é paixão. Quando começo a fazer algo de que gosto, vou a fundo, quero saber mais, me dedico. Atualmente minha maior paixão é a nutrição, além, claro, do meu marido, minha filha, minhas amigas/amigos, etc.     
Ao longo da minha vida, já tive algumas paixões. Por exemplo, fui muito apaixonada pelo meu avô e pelo meu sogro, amava conversar com eles (cada um em sua época) e ouvir suas histórias de vida. Gosto de conversar com idosos.
É muito bom se apaixonar, porque a gente acaba pensando muito no objeto da paixão e tenta fazer sempre o melhor. Como professora, sempre fui apaixonada pelos meus alunos. Alguns também se apaixonaram por mim e quando me encontram, fazem questão de cumprimentar, dar beijo e até lembrar daquele período que se foi, com muita alegria.              
Deus se tornou minha "paixão" aos 20 anos num momento de tristeza. Paixonites de garota me fizeram deprimida. Ele me trouxe de volta à vida, me fez viver uma história linda e comecei a sorrir. Fiz muitos amigos, encontrei (ou fui encontrada) pelo amor da minha vida, meu marido, me deu uma filha linda e amorosa e tem seguido à minha frente, me livrando do mal.     
No quesito homem/mulher, paixão e amor, de acordo com o Pscychology Today (veja aqui) são coisas diferentes: a paixão tem foco na aparência, não leva a discutir sentimentos reais, já o amor leva a querer passar tempo com a pessoa, fazê-la feliz, levá-la a querer ser alguém melhor. Apesar das diferenças, ambas as sensações são processadas na mesma área cerebral, mas por partes diferentes.
Já no quesito vida, o site A Mente Maravilhosa, explica que a paixão é uma das emoções mais intensas que podemos sentir na vida e que ela constitui a alma do nosso próprio sucesso. Podemos sentir paixão quando nos dedicamos ao que realmente amamos e consideramos mais importante. Para saber se estamos vivendo com paixão, é bom checar se estamos colocando demasiado esforço no que fazemos ou não, se precisamos colocar atenção no que fazemos de forma inconsciente ou se não sentimos o tempo passar quando estamos fazendo o que gostamos. Explica ainda que "todos" merecem viver apaixonados, cada um de nós, por mais diferentes que sejamos (leia mais aqui).       

Considero importante viver a vida com paixão. Meu conselho: apaixone-se todos os dias, nem que seja por você mesmo, pois isso traz ânimo para a vida, faz querer continuar em frente, faz a vida valer a pena. Encontrei uma música que para mim, traduz exatamente isso e traz a seguinte mensagem: "a vida é boa demais para viver em vão".